Sua saúde,
suas escolhas.

Informações sobre métodos contraceptivos, prevenção e testagem de IST e formas de buscar orientação pelo SUS em Brusque, Santa Catarina.

Sobre o EncaminhaBrusqueUm guia independente de informação em saúde para Brusque.

Como acessar pelo SUS

Comece pela sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A Atenção Primária é o principal ponto de entrada do SUS. A equipe pode orientar seu cuidado e indicar outros serviços da rede quando necessário3,4.

Conte à equipe o que você procura: conhecer métodos contraceptivos, iniciar ou trocar um método, fazer testes para infecções sexualmente transmissíveis (IST), tirar dúvidas sobre o dispositivo intrauterino (DIU) ou o implante ou receber orientações de prevenção. Você pode perguntar quais etapas são necessárias e quando haverá retorno4,5,6.

Para DIU e Implanon, a equipe poderá avaliar sua situação de saúde, explicar benefícios e limitações, conversar sobre sua decisão e explicar como funciona o procedimento ou o encaminhamento. Nem todo procedimento precisa ocorrer no mesmo dia ou na mesma unidade5,6.

Se quiser realizar testes de IST, conte à equipe o que aconteceu ou qual é sua dúvida. O SUS dispõe de testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C, mas a indicação, o tipo de teste e o caminho para realizá-lo podem variar de acordo com o serviço6,7.

Se houve possível exposição recente ao HIV, violência sexual, dor intensa ou outro sinal de gravidade, não espere uma consulta de rotina na UBS. Procure atendimento de urgência para avaliação apropriada; quando indicada, a PEP ao HIV precisa começar até 72 horas após a exposição1.

O EncaminhaBrusque é uma iniciativa independente de informação em saúde. Não representa oficialmente a Prefeitura ou a Secretaria Municipal de Saúde. As informações são educativas e não substituem avaliação de um profissional.

Compare os métodos contraceptivos

Como escolher

Existem diferentes maneiras de prevenir uma gravidez. A escolha deve considerar suas preferências, seu histórico de saúde e a possibilidade de usar o método corretamente. Um profissional da equipe de saúde pode ajudar você a conhecer as opções, sem impor uma decisão3,8.

Os métodos contraceptivos têm diferentes níveis de proteção contra gravidez. Quando falamos em “uso habitual”, contamos também atrasos e esquecimentos do dia a dia. Na dúvida, procure orientação para escolher ou iniciar seu método3,8.

Preservativos são importantes para reduzir o risco de IST. Pílulas, injeções, DIU, implante e esterilização não substituem a camisinha quando há risco de exposição5,9.

Métodos reversíveis de longa duração

DIU de cobre

Dispositivo em forma de T com faixas cor de cobre e dois fios na base.
Esquema sem escala

O DIU de cobre é um pequeno dispositivo não hormonal colocado no útero por um profissional habilitado. É reversível, dura vários anos e não protege contra IST5,10.

Mais sobre o DIU de cobre

O DIU de cobre é altamente eficaz: menos de uma gestação para cada 100 usuárias no primeiro ano. A duração depende do modelo. O protocolo de Brusque registra 3, 5, 8 ou 10 anos, conforme o dispositivo; confira o cartão e a bula5,10.

Nos primeiros meses, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas. A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada. Você pode pedir à equipe para retirar o dispositivo5,10.

A equipe de saúde avaliará se o DIU é adequado para você. Estar com o exame preventivo do colo do útero atrasado não impede, por si só, a inserção. Por outro lado, infecções genitais ativas, como cervicite purulenta ou infecção atual por gonorreia ou clamídia, podem contraindicar a inserção até avaliação e tratamento5.

Implante subdérmico (Implanon NXT)

Bastão fino e reto, com as extremidades arredondadas.
Esquema sem escala

O implante subdérmico de etonogestrel é um pequeno bastão hormonal, sem estrogênio, colocado sob a pele do braço por profissional habilitado. É reversível e não protege contra IST6.

O protocolo de Brusque de 2026 registrava três anos para o implante de etonogestrel 68 mg. Em 26/10/2026, a Anvisa ampliou a duração aprovada do Implanon NXT para cinco anos, inclusive permitindo extensão do uso por quem já tem o implante, com orientação profissional. A aplicação dessa atualização ao acompanhamento municipal deve ser confirmada com a equipe. Não exige que você se lembre de tomar um comprimido diariamente e apresenta menos de uma gestação para cada 100 usuárias no primeiro ano de uso6,11,12.

Mais sobre o implante subdérmico

É comum que o padrão de menstruação mude: podem ocorrer escapes, sangramento irregular, redução do sangramento ou ausência de menstruação. Outras queixas possíveis incluem acne, dor de cabeça e sensibilidade mamária. Procure a equipe se algum efeito incomodar ou se surgirem sintomas importantes6.

Para colocar o implante, é preciso passar por uma avaliação e dar seu consentimento informado. Isso significa concordar depois de receber as explicações necessárias. O exame preventivo do colo do útero e os testes para IST podem fazer parte do cuidado, mas não devem ser exigidos para ter acesso ao implante nem atrasar esse acesso6.

O protocolo de Brusque descreve a oferta do implante na atenção primária, com inserção e retirada por profissionais capacitados. Procure sua UBS de referência para receber orientações sobre o fluxo vigente6.

Pílulas

Pílula combinada

É um comprimido com estrogênio e progestagênio, tomado diariamente conforme o esquema indicado. Em Brusque, o protocolo de 2022 registra etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 0,15 mg. O uso correto é importante, pois esquecimentos diminuem a proteção4.

Mais sobre a pílula combinada

No uso habitual, ocorrem aproximadamente 7 gestações por 100 usuárias no primeiro ano, segundo as estimativas adotadas pelo Ministério da Saúde. Por conter estrogênio, não é adequada em algumas condições de saúde, como determinados antecedentes de trombose ou enxaqueca com aura. A equipe deve verificar se há motivos de saúde para evitar a pílula e quais medicamentos você usa12,13.

Minipílula

Contém apenas progestagênio. O protocolo municipal descreve noretisterona 0,35 mg, de uso contínuo, preferencialmente no mesmo horário todos os dias. É necessário receber orientação sobre atrasos e esquecimentos, porque a margem de horário pode variar conforme o tipo de pílula4,14.

Mais sobre a minipílula

A minipílula com progestagênio atua, entre outros mecanismos, tornando o muco do colo do útero menos favorável à passagem dos espermatozoides. O efeito sobre a ovulação depende da formulação4,14.

Injetáveis

Injetável mensal

O injetável mensal é aplicado aproximadamente a cada quatro semanas por profissional de saúde. O protocolo de Brusque registra a associação enantato de noretisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg. Pode causar alterações no sangramento e outros efeitos hormonais; é preciso avaliar se a formulação com estrogênio é indicada4,13.

Injetável trimestral

O injetável trimestral é aplicado aproximadamente a cada 12 semanas, conforme o esquema orientado pela equipe. O protocolo municipal registra acetato de medroxiprogesterona 150 mg. Pode provocar alteração do padrão menstrual ou ausência de menstruação; devem ser considerados outros aspectos de saúde na avaliação clínica4,13.

Atrasou a injeção? Procure a UBS para saber como retomar o método e se precisará de proteção adicional. Não assuma que a proteção continua igual após qualquer atraso4,14.

Barreira

Preservativos

Os preservativos externo e interno são métodos de barreira usados durante a relação sexual. Ajudam a prevenir gravidez e reduzem o risco de transmissão de IST, inclusive HIV. Devem ser usados corretamente em cada relação. Podem ser associados a outro contraceptivo, na chamada dupla proteção9,15.

Diafragma

O diafragma é outro método de barreira que pode ser abordado na orientação contraceptiva. Os documentos consultados não permitem confirmar sua disponibilidade em Brusque3,4.

Contracepção de emergência

Após uma relação sem proteção, falha do preservativo ou outra falha contraceptiva, pode existir indicação de contracepção de emergência. O levonorgestrel deve ser usado o quanto antes; a orientação técnica admite uso até cinco dias após a relação, mas sua eficácia diminui com o tempo. Procure orientação sem esperar o prazo acabar2,3.

O material municipal de 2022 descreve dois comprimidos de 0,75 mg de levonorgestrel; uma opção técnica é tomar ambos juntos, totalizando 1,5 mg. As apresentações disponíveis e a conduta individual devem ser conferidas com profissional de saúde. A contracepção de emergência não protege contra IST e não substitui um método regular2,4.

A inserção do DIU de cobre por profissional habilitado até cinco dias após uma relação desprotegida é uma opção muito eficaz de contracepção de emergência, quando clinicamente indicada. Após violência sexual, procure atendimento de saúde o mais cedo possível para receber acolhimento e avaliar qual contracepção de emergência é mais adequada ao seu caso. A escolha deve considerar o tempo desde a exposição, o risco de IST, as condições clínicas e suas preferências. Não espere exames para buscar ajuda. O DIU não deve ser colocado se a pessoa estiver com gonorreia, clamídia, cervicite purulenta (inflamação do colo do útero com pus) ou doença inflamatória pélvica (infecção dos órgãos reprodutivos internos). Em outras situações de risco de IST sem infecção confirmada, a equipe de saúde avalia se o DIU pode ser colocado. O protocolo municipal reconhece essa opção, mas sua disponibilidade imediata em Brusque não foi confirmada2,5,23.

Métodos definitivos

Vasectomia

A vasectomia é um procedimento cirúrgico de contracepção permanente. Não tem efeito contraceptivo imediatamente após a cirurgia: é necessário manter outro método até a confirmação de sucesso pelo acompanhamento médico e exame de sêmen (espermograma)3,4.

Laqueadura tubária

A laqueadura tubária é um procedimento cirúrgico para prevenir gravidez de forma permanente. Por envolver cirurgia e possibilidade limitada de reversão, exige orientação sobre alternativas, riscos e consentimento informado4,16.

A legislação brasileira prevê esterilização voluntária para pessoas com capacidade civil plena que tenham mais de 21 anos de idade ou, pelo menos, dois filhos vivos, respeitado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o procedimento e sem exigência de autorização do cônjuge. A avaliação clínica e o processo de consentimento permanecem necessários16.

Outras possibilidades e acesso

Métodos de percepção da fertilidade e a amenorreia lactacional exigem condições específicas e orientação correta. A tabelinha e o coito interrompido, usados isoladamente, apresentam maior risco de falha no cotidiano3,4.

Quer conhecer suas opções? Procure a Unidade Básica de Saúde de referência em Brusque. A equipe poderá orientar sobre os métodos e informar como solicitar avaliações, procedimentos ou encaminhamentos de acordo com a forma de atendimento atual da rede4,5,6.

A escolha e o início de qualquer contraceptivo podem exigir avaliação individual. As informações deste site não substituem atendimento profissional. Se houver suspeita de gravidez, dor intensa, sangramento importante ou exposição sexual recente com risco, procure avaliação adequada sem esperar uma consulta de rotina5,6.

Tive uma relação desprotegida. E agora?

Avalie com urgência

Teve uma relação sem preservativo, o preservativo rompeu ou houve violência sexual? Não espere os sintomas aparecerem. Dependendo da situação, é preciso procurar um serviço de urgência imediatamente para avaliar medidas de prevenção e realizar os testes indicados1.

A profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP) é um tratamento de emergência para prevenir a infecção depois de uma situação de risco. Quando indicada, deve começar o mais cedo possível, no máximo até 72 horas após a exposição, e ser tomada durante 28 dias, com acompanhamento profissional. Se a exposição foi recente, procure imediatamente um serviço de saúde que realize atendimento de PEP1.

Nem toda situação exige PEP. A equipe avalia como aconteceu o contato, quanto tempo passou e qual é o risco. Saber se a outra pessoa vive com HIV pode ajudar. Se você não souber, procure avaliação urgente mesmo assim1.

Mesmo que já tenham passado mais de 72 horas e a PEP ao HIV não seja indicada, ainda é importante procurar um serviço de saúde. Você pode precisar de testes, vacinação, acompanhamento ou orientação sobre outras IST1.

Testes e acompanhamento após PEP

A avaliação inclui teste de HIV no primeiro atendimento e, quando a PEP é utilizada, acompanhamento com nova testagem conforme o protocolo. A coleta dos demais exames não deve atrasar o início da PEP quando indicada. O PCDT federal prevê testagem de HIV na quarta e na décima segunda semanas após o início da PEP. Os prazos de outros exames dependem da exposição e do risco identificado1.

Hepatites B e C

Se houver risco de exposição à hepatite B, a equipe verificará seu histórico de vacinação e poderá indicar vacina e, em algumas situações, imunoglobulina. Quando necessária após exposição sexual, a imunoglobulina deve ser administrada o quanto antes, podendo ter indicação até 14 dias, conforme o caso1.

Para hepatite C, não há medicação de profilaxia pós-exposição recomendada como ocorre com a PEP ao HIV. Quando houver exposição de risco, a equipe poderá indicar testes e acompanhamento para identificar uma eventual infecção1.

Prevenção da gravidez

Se existe possibilidade de gravidez após uma relação desprotegida ou falha contraceptiva, procure orientação sobre contracepção de emergência o quanto antes. O levonorgestrel é mais eficaz quanto mais cedo for utilizado; pode ser indicado até cinco dias (120 horas) após a relação, embora a proteção diminua com o tempo. Se a menstruação atrasar ou houver suspeita de gravidez, procure orientação para realizar um teste2,17.

O DIU de cobre pode ser uma opção muito eficaz de contracepção de emergência se inserido até cinco dias após a relação, quando houver indicação clínica. Após violência sexual, procure atendimento de saúde o mais cedo possível para receber acolhimento e avaliar qual contracepção de emergência é mais adequada ao seu caso. A escolha deve considerar o tempo desde a exposição, o risco de IST, as condições clínicas e suas preferências. Não espere exames para buscar ajuda. O DIU não deve ser colocado se a pessoa estiver com gonorreia, clamídia, cervicite purulenta (inflamação do colo do útero com pus) ou doença inflamatória pélvica (infecção dos órgãos reprodutivos internos). Em outras situações de risco de IST sem infecção confirmada, a equipe de saúde avalia se o DIU pode ser colocado. A disponibilidade imediata do procedimento em Brusque não foi confirmada2,5,23.

A contracepção de emergência não protege contra HIV ou outras IST e não interrompe uma gravidez já estabelecida2.

Violência sexual

Após violência sexual, procure atendimento de saúde o mais cedo possível, mesmo que não haja lesões visíveis. A avaliação pode incluir acolhimento, cuidado das lesões, exames, contracepção de emergência, prevenção de IST e apoio psicológico. Não é necessário apresentar boletim de ocorrência para ser atendida ou atendido pelo SUS1.

Outras IST e repetição de testes

A equipe pode orientar testes para sífilis, HIV e hepatites e avaliar outras IST, como gonorreia e clamídia, conforme o tipo de exposição. Depois de relação consensual, não se recomenda tomar antibióticos preventivamente por conta própria sem indicação clínica1.

Um exame realizado no dia da exposição pode ser importante como avaliação inicial, mas não exclui necessariamente uma infecção adquirida naquele contato. Siga a orientação da equipe sobre repetição dos testes, retorno e sinais de alerta1,7.

Quais testes de IST devo fazer?

Primeiros passos

Quer fazer testes para IST? O SUS oferece testagem para HIV, sífilis e hepatites B e C. Os testes rápidos normalmente apresentam resultado em até 30 minutos. Procure sua UBS de referência para saber como realizar a testagem ou receber encaminhamento7,18.

A testagem costuma envolver uma pequena amostra de sangue, frequentemente retirada da ponta do dedo. O tipo de amostra e a forma de coletá-la dependem do teste e do serviço18.

HIV

O teste rápido procura sinais de infecção pelo HIV, habitualmente anticorpos. “Reagente” significa que o teste detectou o sinal que procura. A equipe precisa interpretar o resultado e seguir as etapas de confirmação do Ministério da Saúde. O profissional explicará os próximos passos. Fora dessas etapas, um resultado isolado não confirma o diagnóstico4,18.

Sífilis

O teste rápido para sífilis identifica anticorpos contra a bactéria causadora da infecção. Mesmo depois de tratamento adequado, alguns testes treponêmicos podem continuar reagentes por muitos anos. Por isso, o profissional considera seu histórico e pode solicitar exames complementares4,19.

O VDRL é um exame laboratorial não treponêmico que ajuda no diagnóstico e no acompanhamento da resposta ao tratamento. O FTA-ABS é um exame de laboratório do tipo treponêmico. Ele não é o mesmo que um teste rápido. Quando necessário, os exames são combinados de acordo com o protocolo19.

Na gestação, um teste reagente para sífilis exige avaliação sem demora. O Ministério da Saúde recomenda início imediato do tratamento indicado após um teste reagente, sem aguardar o exame complementar; a equipe considerará também o histórico de tratamento prévio. Em outras situações, como sinais de sífilis ou risco de perda de acompanhamento, a equipe também pode tratar antes da confirmação complementar. Continuar o acompanhamento e fazer os exames continua sendo importante4,19.

Hepatite B

O teste rápido para hepatite B procura o HBsAg, um sinal associado à infecção pelo vírus. Sozinho, esse teste não mostra se você está protegido pela vacina. Os resultados devem ser avaliados juntamente com outros exames e o histórico de vacinação, quando indicado1.

Hepatite C

O teste anti-HCV indica se houve contato com o vírus da hepatite C. Se for reagente, um exame de RNA do vírus (carga viral) pode confirmar se existe infecção ativa. O teste de anticorpos, sozinho, não diferencia infecção ativa de infecção passada resolvida1.

Quando fazer e quando repetir

Depois de uma exposição recente, um resultado não reagente pode não descartar infecção. Isso acontece por causa da janela diagnóstica: o período entre o contato e o momento em que um teste consegue detectar a infecção. Procure orientação sobre quando repetir cada teste, pois o prazo varia conforme a infecção, o exame e o uso eventual de PEP1,7.

Você pode precisar de avaliação e testes mesmo sem sintomas. Se surgir ferida genital, corrimento incomum, dor ao urinar, febre, erupções na pele ou outro sinal preocupante, não espere uma campanha de testagem: procure atendimento4,7.

Na gestação, a testagem e o cuidado oportunos são especialmente importantes para prevenir transmissão ao bebê, sobretudo no caso da sífilis. Se estiver grávida e o resultado de sífilis for reagente, procure avaliação sem demora4,19.

Gonorreia e clamídia também são IST, mas não fazem parte dos quatro testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais. Quando houver indicação, sua investigação pode exigir testes específicos, como testes moleculares, conforme avaliação clínica1.

Na UBS, você poderá conversar com a equipe sobre sua exposição, entender os resultados e receber orientações sobre prevenção, necessidade de acompanhamento ou encaminhamento4,7.

Direitos e confidencialidade

Sua escolha merece respeito

Você tem direito a receber orientação clara sobre contracepção, prevenção de IST e opções de cuidado, sem julgamento, pressão ou discriminação. A escolha do método deve considerar suas preferências e a avaliação de segurança clínica6,17.

Antes da inserção de DIU ou implante, a equipe deve explicar o procedimento, as alternativas e os possíveis efeitos. Ela também deve responder às suas dúvidas. A decisão deve ser livre e informada. Se desejar interromper o uso ou solicitar retirada do método, procure o serviço: a equipe deve acolher a solicitação e orientar os próximos passos5,6,17.

Informações sobre sua saúde devem ser tratadas com privacidade e sigilo profissional. A equipe precisa explicar em quais circunstâncias legais e de proteção informações poderão ser compartilhadas4,20.

Adolescentes e privacidade

Posso procurar atendimento sem meus pais ou responsáveis? Sim. Adolescentes têm direito a buscar orientações e cuidados de saúde, inclusive quando estão desacompanhados. A equipe deve acolher, respeitar sua privacidade e avaliar com você a necessidade de apoio em procedimentos específicos, conforme a situação clínica e as regras aplicáveis6,17.

Meus responsáveis vão saber tudo o que conversei? O atendimento deve respeitar a confidencialidade, inclusive para adolescentes que tenham capacidade de compreender as questões envolvidas. Há situações de risco à vida, à integridade física ou psicológica, violência ou outras obrigações legais em que a equipe pode precisar acionar a rede de proteção. O profissional deve explicar os limites do sigilo e agir para proteger você17,20.

Posso receber orientações sobre contraceptivos sendo adolescente? Sim. A idade, por si só, não deve impedir o acesso à informação e ao acolhimento. A equipe vai explicar os métodos, como prevenir IST e quais opções podem ser adequadas à sua saúde. A escolha de um método ou a realização de procedimentos exige avaliação adequada, mas não deve ser dificultada por exigências sem justificativa técnica17.

Preciso fazer preventivo ou teste de IST antes de colocar DIU ou implante? Esses exames podem ser recomendados conforme suas necessidades de saúde, mas sua ausência não deve ser transformada automaticamente em barreira para receber orientação e avaliação do método. Os protocolos específicos de Brusque afirmam que citologia não deve impedir a inserção do DIU e que exames complementares não devem atrasar o acesso ao implante. Isso não dispensa avaliação clínica: uma infecção genital ativa pode contraindicar temporariamente a inserção do DIU5,6.

A proteção de adolescentes em situação de violência deve ser prioridade. Se você está sofrendo violência, procure ajuda de um serviço de saúde: é possível receber acolhimento e cuidados, e a equipe avaliará medidas de proteção e notificações previstas em lei17,21.

O que esperar após o procedimento?

Após colocar DIU de cobre

Depois da colocação do DIU de cobre, você pode sentir cólicas semelhantes às menstruais e ter um pequeno sangramento por alguns dias. Nos primeiros meses, o fluxo menstrual e as cólicas podem aumentar. A intensidade e a duração variam de pessoa para pessoa5,10.

Se houver desconforto após a inserção do DIU, converse com a equipe sobre medidas de alívio seguras para você e não se automedique5.

Procure avaliação rapidamente se tiver dor pélvica intensa ou progressiva, febre, corrimento com odor incomum, sangramento vaginal muito intenso ou suspeita de gravidez. Com DIU e suspeita de gravidez associada a dor forte, tontura ou desmaio, procure urgência para verificar, entre outras possibilidades, se há uma gestação ectópica, que é uma gravidez fora do útero. Não espere o retorno agendado5.

Se não conseguir perceber os fios do DIU como antes, se o comprimento mudou muito ou se suspeitar de expulsão, procure o serviço para avaliar o posicionamento. Isso não significa necessariamente que o DIU saiu. Até receber orientação, use preservativo ou evite relações com risco de gravidez; se houve relação desprotegida, informe a equipe imediatamente para avaliar contracepção de emergência5.

O DIU de cobre oferece proteção contraceptiva imediata após a inserção adequada, independentemente do dia do ciclo, desde que a gravidez tenha sido razoavelmente excluída. Ele não protege contra IST; o preservativo continua indicado quando há possibilidade de exposição10,22.

O protocolo municipal recomenda retorno após 30 a 45 dias e revisões posteriores, embora outro trecho também cite avaliação mais precoce. Siga o retorno agendado pela equipe e procure atendimento antes se tiver sintomas ou dúvidas. A ultrassonografia pode ser solicitada conforme a avaliação clínica; não é obrigatória em todas as situações5,23.

O DIU pode ser retirado a pedido da pessoa, com profissional habilitado. Depois da retirada, a fertilidade pode voltar imediatamente. Se você não deseja engravidar, converse com a equipe sobre outro método antes da retirada5,10.

Após colocar Implanon

É comum aparecer pequena mancha roxa (hematoma), sensibilidade ou dor discreta no braço após a inserção ou a retirada do implante. O hematoma pode levar uma a duas semanas para desaparecer6.

Mantenha o curativo da inserção seco e siga as orientações recebidas sobre troca ou retirada. O protocolo municipal descreve cuidados nas primeiras 24 horas e recomenda evitar esforço intenso com o braço nos primeiros dias6.

Procure atendimento se a região ficar progressivamente mais vermelha, quente, inchada ou dolorida, se sair secreção, se houver febre, dormência persistente ou dificuldade para movimentar o braço6.

É importante conseguir sentir o bastão sob a pele depois da inserção. Se não conseguir senti-lo sob a pele ou achar que mudou de posição, procure o profissional. Não tente empurrar, localizar profundamente ou retirar o implante sozinho6.

No início do uso, o sangramento pode ficar irregular, mais frequente ou desaparecer. Essas alterações podem persistir e, se causarem incômodo, a equipe pode avaliar medidas de cuidado ou a possibilidade de trocar de método6,24.

Pergunte à equipe se é necessário usar um método contraceptivo adicional nos primeiros sete dias após a inserção do implante. O protocolo de Brusque recomenda preservativo nesse período. O preservativo continua importante para prevenir IST6,24.

Guarde as informações da data de inserção e da retirada prevista. O protocolo municipal de 2026 menciona três anos, mas a Anvisa aprovou cinco anos para o Implanon NXT em 26/10/2026. A nova duração também pode se aplicar a usuárias atuais com orientação profissional. Confirme com a UBS sua data de acompanhamento e retirada; você pode solicitar retirada a qualquer momento6,11.

A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada. Se não deseja engravidar, combine previamente como iniciar outro contraceptivo. Se o implante foi retirado ou não está mais em posição correta, não presuma que continue protegida contra gravidez6.

Prevenção além dos testes

Estratégias combinadas e preservativos

Fazer testes é importante, mas prevenção não se resume a testar. Você pode combinar preservativos, vacinação, orientação profissional, testagem e, em situações específicas, medicamentos para prevenir o HIV. A combinação depende do que faz sentido para sua vida25,26.

Preservativos externos e internos ajudam a reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo HIV, e também podem evitar gravidez. DIU, implante, pílulas e injeções contraceptivas não substituem o preservativo para prevenção de IST9,15.

Use um preservativo novo em cada relação, desde o início do contato sexual que ofereça risco. Confira a validade, abra a embalagem com cuidado e não use preservativo externo e interno ao mesmo tempo, pois o atrito pode aumentar a chance de rompimento15.

Lubrificantes apropriados ajudam a reduzir atrito e rompimento. Com preservativos de látex, prefira lubrificantes à base de água; óleos, vaselina e cremes corporais podem danificar o material15.

Vacinas

Vacinas são uma parte importante da prevenção. Verifique se sua vacinação contra hepatite B está atualizada e procure orientação sobre vacinação contra HPV. A vacina contra hepatite B não trata uma infecção já instalada e os testes para hepatite B não substituem a avaliação da situação vacinal27.

No calendário nacional de 2026, a vacina contra HPV é oferecida rotineiramente a meninas e meninos de 9 a 14 anos. Há recomendações específicas para outros grupos e uma campanha temporária para pessoas de 15 a 19 anos que ainda não se vacinaram até 31 de dezembro de 2026. Consulte o calendário vigente ao buscar a vacina27,28.

As vacinas contra HPV e hepatite B ajudam a prevenir infecções relacionadas a essas doenças, mas não protegem contra todas as IST. Não existe vacina de uso rotineiro contra HIV no SUS27.

PrEP, PEP e tratamento como prevenção

A PrEP (profilaxia pré-exposição) é uma estratégia para prevenir a infecção pelo HIV antes de uma possível exposição, destinada a pessoas que possam se beneficiar dela após avaliação. É preciso fazer acompanhamento e testes regulares. A PrEP não previne sífilis, gonorreia, clamídia nem gravidez26.

A PEP (profilaxia pós-exposição ao HIV) é diferente: pode ser indicada depois de uma situação de risco e precisa de avaliação urgente, idealmente o quanto antes e no máximo até 72 horas. Quando indicada, o tratamento para HIV dura 28 dias. Não espere a consulta de rotina para procurar ajuda1.

Pessoas que vivem com HIV e mantêm supressão viral sustentada com tratamento eficaz não transmitem o HIV por relações sexuais: é o princípio ‘indetectável = intransmissível’ (I=I). Isso se refere ao HIV e não elimina o risco de outras IST ou de gravidez29.

Acompanhamento e cuidado

Algumas IST podem não provocar sintomas. A testagem deve ser discutida conforme a exposição, histórico, gestação e recomendações da equipe. Um resultado negativo após contato recente pode exigir repetição em outro momento por causa da janela diagnóstica4,7.

Quando uma IST é diagnosticada, seguir o tratamento e orientar as parcerias sexuais a buscar avaliação ajuda a interromper a transmissão e evitar reinfecções. A necessidade de tratamento das parcerias depende da infecção e da avaliação profissional4,25.

Procure atendimento se notar feridas, corrimento incomum, dor genital ou pélvica, ardor ao urinar, verrugas ou outros sintomas persistentes. Não use antibióticos por conta própria para ‘prevenir IST’4,25.

Você pode procurar a Unidade Básica de Saúde de referência em Brusque para conversar sobre preservativos, vacinação, contracepção e testagem. Informações específicas sobre PrEP, PEP e serviços especializados exigem confirmação do fluxo local; em exposição recente que possa indicar PEP, procure avaliação urgente1,4.

Perguntas frequentes

Onde posso receber orientação sobre contraceptivos em Brusque?

Procure sua UBS de referência. A equipe poderá explicar os métodos, avaliar suas necessidades e orientar possíveis encaminhamentos; a oferta de cada procedimento depende do fluxo da rede4,5,6.

DIU e Implanon protegem contra IST?

Não. Eles previnem gravidez, mas não substituem o preservativo quando existe risco de IST5,6,9.

Qual método contraceptivo é o melhor?

Não existe uma escolha única para todas as pessoas. É importante considerar preferências, histórico de saúde, eficácia, frequência de uso e possíveis contraindicações com a equipe de saúde3,8.

Tenho que fazer o preventivo antes de colocar DIU?

Estar com o exame preventivo atrasado não deve, por si só, impedir a inserção. A equipe avaliará outras situações clínicas e poderá orientar quando fazer o exame preventivo do colo do útero, separadamente5.

O Implanon dura quanto tempo?

A Anvisa aprovou cinco anos de uso do Implanon NXT em 26/10/2026. O protocolo de Brusque de 2026 ainda registra três anos. Para saber a data correta de acompanhamento ou retirada no seu caso, consulte a UBS6,11.

Posso retirar DIU ou Implanon antes do prazo?

Sim. Procure a equipe para discutir a retirada e, se não desejar engravidar, outra forma de contracepção. Não tente retirar por conta própria5,6.

Ter cólicas ou sangramento depois de colocar DIU é normal?

Cólicas leves e pequeno sangramento podem ocorrer, mas dor intensa ou progressiva, febre e sangramento muito importante precisam de avaliação5.

A menstruação pode mudar com Implanon?

Sim. Podem ocorrer escapes, sangramento irregular ou ausência de menstruação. Se houver sangramento intenso, dor importante ou preocupação com gravidez, procure avaliação6,24.

Posso fazer teste para IST sem apresentar sintomas?

Sim. Muitas infecções podem não causar sintomas. A equipe orientará quais testes são indicados e se é necessário repetir algum deles após exposição recente7,18.

Se o teste deu negativo logo após a relação, estou livre de IST?

Não necessariamente. O teste pode ter sido feito cedo demais, antes de conseguir detectar a infecção. Esse período é chamado de janela diagnóstica. Procure orientação sobre a necessidade de novos exames1,7.

O que faço se o preservativo rompeu?

Interrompa a relação, substitua o preservativo e avalie com urgência as medidas necessárias. A PEP ao HIV, quando indicada, deve começar em até 72 horas; a contracepção de emergência tem prazos próprios, e quanto antes for avaliada, melhor1,2.

PrEP e PEP são a mesma coisa?

Não. A PrEP é utilizada antes de possíveis exposições ao HIV. A PEP é uma medida de urgência após uma exposição de risco. Ambas precisam de orientação profissional e não protegem contra todas as IST1,26.

Quais vacinas ajudam a prevenir IST?

As vacinas contra HPV e hepatite B são importantes. A indicação depende da idade, histórico vacinal e condições de saúde; consulte o calendário vigente na UBS27,28.

Adolescentes podem procurar a UBS sem acompanhante?

Sim. Adolescentes podem buscar acolhimento e orientação, com respeito à privacidade. Para procedimentos específicos, a equipe explicará como funciona o consentimento e o acompanhamento necessário6,17.

Meu teste rápido de sífilis reagiu. Significa infecção ativa?

Nem sempre. Alguns testes podem permanecer reagentes após um tratamento anterior. A equipe considerará o histórico e poderá solicitar VDRL e outros exames, além de decidir se há necessidade de tratamento imediato4,19.

Preciso fazer boletim de ocorrência para receber atendimento após violência sexual?

Não. O atendimento de saúde no SUS não depende de boletim de ocorrência. Busque atendimento o mais cedo possível para receber acolhimento e avaliar medidas de cuidado e prevenção1.

Fontes e referências

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  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para profilaxia pós-exposição de risco (PEP) à infecção pelo HIV, IST e hepatites virais. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. Anexo atualizado em 20 mar. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/p/profilaxia-pos-exposicao-de-risco-pep-a-infeccao-pelo-hiv/view. Acesso em: 5 nov. 2026.
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